OS HUMANÓIDES

Por Augusto Pinheiro

Nossos olhos estão fixos
Em coisas que se perdem
Nossos pensamentos são vapores
E as lágrimas aliviam nossas dores.

Erramos acertos imperdíveis
Abandonamos tentativas do bem
Desistimos de acreditar no que é melhor.
Recusamos questionamentos saudáveis
Somos escravos do que fica com engano
Despencamos em queda livre.

Nossas perguntas são todas iguais
As respostas são sempre repetidas
As épocas chegam e as mudanças vão embora.
O que conquistamos perdemos em ambições
O que temos de graça vira abuso
Tudo que ganhamos e somamos nunca é suficiente.

A simplicidade de nossa existência perde a singularidade
Ecoa no universo o infinito que estremece as estrelas
Elas falam de Luz e caímos no buraco de nossa escuridão.
Os sentimentos se perdem em cinzas
Queimamos nossos prazeres em volúpias
E no auge da frieza aumentamos distâncias.

Nos trancamos em esconderijos do medo
Esperamos que ele vá embora
Apegados em culpa e não no perdão que liberta.
As intenções são filhas da vontade tradicional
As frustrações entraram em colapso
Sem fé inteligente a crença demente predomina.

Fragmentados desde nossas origens
Aumentamos os prazos da história sem melhoras
Deus não se foi, nós ficamos com nossas escolhas desde sempre.
Somos convencidos de nossa inteligência
Mas não sabemos como ser bons em nossa existência
Temos bombas destruidoras e caprichos intolerantes.


Carentes de tudo encontramos afetos com os animais
Ladridos sentem enquanto rosnamos ideologias
Aprendemos a morder e eles não cessam de nos lamber.
A beleza de nossa existência não se foi
A beleza da natureza não está perdida
A beleza da transformação está no amor inteligente.
Que a essência de cada vida respire
Que a Excelência de Vida venha sobre nós
Em Inteligência, Sabedoria e Conhecimento.

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