Cópia de Cópia de Cópia de Cópia de Cópi

CARTA ABERTA

EM APOIO A ANTONIO CARLOS COSTA

Conheço o Antonio desde os anos 80. Tivemos o privilégio de viver o apaixonado avivamento, na espiritualidade da Palavra e do Evangelho, num tempo muito especial que a Mocidade da Igreja Presbiteriana Betânia em Niterói/RJ vivenciou. Fomos discipulados pelos cajados de uma liderança jovem emergente e incandescente, e conduzidos fervorosamente por uma equipe de pastores que nos educaram com esmero no caráter cristão; com amor e doçura, com força e coragem, com firmeza e paixão, com compromisso e integridade; fomos inspirados a viver um cristianismo sem mediocridade. Naquela ocasião, nasceu uma geração de pastores jovens inevitáveis, porque fariam a diferença em qualquer cenário tosco e sombrio.

 

Entramos na era da imprevisibilidade e tudo pode acontecer nos extremos da fé doentia. É um tempo de escuridão espiritual e esfriamento do amor. O que estamos vendo é o pandemônio existencial crescente, legendado pelas falas de um expressivo contingente de crentes impensantes e repetitivos, despreparados e imaturos, com questões emocionais e existenciais não tratadas, adoecidos em suas religiosidades para lidar com os temas desafiadores do século XXI.

 

Presenciamos conflitos entre convertidos e invertidos. Você sabe a diferença entre as palavras gregas “metanoia” e “metamelomai”? A primeira, se traduz por arrependimento, significa mudança de mente e se aplica ao aprendizado de Pedro. A segunda, se traduz por remorso, significa mudança emocional e se aplica a inconsistência de Judas, o traidor. A geração evangélica de nosso tempo confunde mudança de mente com mudança emocional. A traição de hoje é para com o Evangelho. 

 

Antonio Carlos Costa está no amor de Cristo, na Palavra, no Evangelho e nas entranhas do seu chamado pelas causas dos seres humanos amados por Deus. Ele plantou o Evangelho da Paz no coração de uma cidade destruída pela corrupção, criminalidade e ódio. E, em meio, a todos esses processos letais, são os pobres e desamparados que mais sofrem injustiças e misérias. Em defesa dos excluídos, Antonio sofre as mais injustas e agressivas perseguições por parte de alguns evangélicos equivocados. Pedro, quando tentou usar seu facão de cortar peixe na tentativa de proteger o Cristo, foi desarmado pelo próprio Jesus. O Cristianismo com Cristo não precisa se armar de violência, de agressão, de ódio, de ameaça, com protecionismo fake e ideologias recorrentes de um messianismo que se retroalimenta de esperança política. Guarde sua espada, freie sua violência, pare de machucar e ferir porque quem faz uso desses expedientes em nome de Deus vai ser detido pelo próprio Senhor.

 

E, aqui, externo meu apoio a Antonio em seu compromisso incessante, incansável e responsável pelas seguintes razões fundamentadas na Palavra e no Evangelho:

 

Primeira razão: Vivemos uma pandemia planetária. Isso é sério. É grave. É uma estupidez inumana não ter um alcance mínimo do que isso representa em sua devastação. Todo cristão deveria encarar a pandemia com profundo engajamento consciente. É acontecimento previsto registrado pelo médico Lucas em sua narrativa cristã. O único escritor no Novo Testamento que faz uso inédito da palavra “epidemia” (λοιμοs), pronunciada por Jesus (Lc 21:10), com âmbito de ameaça pública e grande poder de destruição humana. Todo discípulo de Jesus diante das ocorrências previstas em sua Palavra, promovidas também pela maldade destruidora do homem, que assolam o planeta Terra e destroem a humanidade, deve se manifestar com amor e boas obras. Continue, Antonio, fazendo o bem diante da maldade que deve ser desfeita.

 

Segunda razão: Vivemos uma miséria planetária. Ah, se todos os que se dizem cristãos tivessem a consciência do valor eterno do trabalho desenvolvido por Antonio e muitos outros cristãos como Gito Wendel. Ah, se todos os que se dizem cristãos tivessem a consciência do que os atos humanitários, as boas obras dos justos para com os pequeninos, que são os seres humanos esquecidos, representarão para Jesus no Dia do Juízo (Mt 25:31-46). Ah, se todos os que se dizem cristãos tivessem a consciência do que os atos carismáticos forjados em mentiras, os carismas das ostentações e enriquecimentos ilícitos; dos falsos pastores e falsos profetas, dos falsos cristos e falsos messias, representarão para Jesus no Dia do Juízo (Mt 7:15-23). É aqui que reside toda ignorância da Igreja Evangélica Alienada, fora da Palavra e do Evangelho, cultivada em sua espiritualidade perversa. As obras da carne, as obras da lei, as obras mortas, as obras das trevas e as obras do Diabo; condenadas em suas práticas pela Palavra de Deus, continuam fechando a porta do reino de Deus para os que querem entrar. É absurdo ter que escrever aqui sobre uma matéria elementar que todo evangélico que se diz cristão deveria saber para discernir os excessos e absurdos de sua trajetória até o século XXI. Os frutos do Espírito Santo são para o nosso caráter. Os dons do Espírito Santo são para a Igreja Corpo de Cristo. As boas obras são para glorificar o Pai na sociedade em que vivemos. Continue, Antonio, nos frutos, nos dons e nas boas obras do Espírito Santo.

 

A consciência de todo ser humano deveria buscar em sua mente a combinação de três palavras essenciais para formular um pensamento analítico e crítico: inteligência, conhecimento e sabedoria. Com frequência são as virtudes mais acentuadas pelo autor do livro de Provérbios.

 

Inteligência tem tudo a ver com a capacidade de pensar, conhecimento está relacionado com o conteúdo e a sabedoria com a experiência de vida.

 

Consolidado na confiança, esperança e segurança; na Palavra, no Evangelho e na vida de Jesus. Antonio, continua desenvolvendo as três virtudes da maturidade: a inteligência, o conhecimento e a sabedoria.

 

É necessário ter o caráter de Cristo, conteúdo pensante, experiência presencial, histórico de uma trajetória abnegada, compromisso com a dor do próximo e aprofundamento humano para ser e viver o que o Antonio está fazendo.

 

Você pode criticar o que quiser, atirar pedra nominal de sua parcialidade, trazer a censura condenatória segundo seu parecer, argumentar com sua dialética filosófica, tomar o partido de sua preferência, defender epistemologicamente sua ideologia, emitir opinião teorética de seu doutrinamento e ser o melhor cristão conforme sua aparência aos olhos dos outros; mas, pergunto:  E, você? Está fazendo desde quando algo melhor do que ele? Onde estão os seus frutos, os seus dons e as suas boas obras?

 

Antonio Carlos Costa não está dentro dos Palácios.

Ele está dentro das Favelas.

 

Grande abraço, meu irmão e amigo Antonio.

Você tem meu respeito, admiração e apoio.

 

Planeta Terra – Estação Verão – 17/01/2021

Augusto Pinheiro

 

 

Augusto Pinheiro

Psicanalista Clínico e Analista Comportamental Assessment.​​ Registrado na Associação Brasileira de Medicina Psicossomática Regional do Distrito Federal - CRPA No.26833/17-BR.

Atendimento presencial no CW15 Coworking

Rua Quinze de Novembro, 747 - Centro - Marília/SP CEP 17500-050

(014) 99615-1015

CONTATOS E AGENDAMENTOS

WhatsApp: (14) 98175-5228

E-mail: augustopinheiro.psicanalista@gmail.com

  • Instagram
  • Facebook
  • YouTube
  • Twitter

Copyright ©2021. Todos os direitos reservados.  Hospedado por WIX - Augusto Pinheiro - www.augustopinheiro.net

Permitido compartilhar conteúdos desde que citado o nome do autor e site de origem.